Nove anos

Precisamente às 15h23min há exatos 9 anos eu escrevia as primeiras palavras de ‪‎Centelha, livro cujas primeiras idéias surgiram em setembro de 2005 quando eu, aos 13 anos, me senti compelida a reescrever uma história pela qual tenho enorme admiração. Obviamente, desde uma perspectiva totalmente diferente, com personagens diferentes e bem mais complexos e realistas, psicologicamente falando. Em pouco tempo, já não era possível ali encontrar muito da história que inicialmente me inspirou; tratava-se de algo integral e originalmente meu.

As tais primeiras linhas já nem existem. Foram apagadas há muito tempo, eram bobas. Até conseguir prosseguir de fato com o livro, escrevi três vezes dos capítulos 1 ao 3. Desde que terminei de escrever os 20 capítulos e cerca de 450 páginas A4 do que hoje compõe Centelha, estou na segunda grande revisão do texto, a qual pretendo (espero!) que seja a última (ao menos até que alguma editora se interesse por publicar). Um trabalho difícil. Aliás, é bem mais difícil melhorar o que já está escrito do que criar algo totalmente diferente.

Apesar dessa árdua dedicação à Centelha em especial neste último ano (embora nesses dias de calor absurdo minha criatividade esteja mais em baixa que as ações da Petrobras diante o petrolão), do Ensino Médio entre 2007 e 2009 e da graduação em Economia pelo Ibmec entre 2010 e 2013, Centelha não é meu único projeto desde 2008, quando paralelamente à primeira revisão comecei a escrever a sequência de Centelha, Primavera… Confesso, a propósito, que controlar a criatividade é um de meus maiores problemas como escritora, uma vez que o mais comum é que eu tenha, simultaneamente, inúmeras ideias para diferentes histórias e, infelizmente, não é possível colocar tudo no papel tão rápido como desejamos. Escrever é algo que me empolga tanto que, embora revisando o primeiro volume de Centelha e escrevendo o terceiro, já tenho planos concretos a respeito de como serão os volumes 4, 5 e também uma prequela e um spin-off da série… E uma outra série… E um outro livro independente… E dois contos… Enfim… Mas, como sempre fui extremamente dedicada aos estudos, menos tempo ainda me sobrava para colocar tudo em prática e finalizado, sobretudo ano passado, quando fiz minha monografia… Cada momento com suas prioridades, certo?

Enfim, é um longo tempo escrevendo e convivendo com cada personagem dessa história, os quais já conheço de trás para frente e de frente para trás, alguns pelos quais tenho profunda admiração e carinho, outros que me enojam, mas todos, de certa forma, com vida própria… Centelha não é uma história escrita de maneira tradicional. Eu diria que é mais visual que a maioria das narrativas ficcionais do mercado (sim, amo descrições físicas), mas também vai fundo nas emoções e nas intenções das personagens, no detalhamento de sua construção moral, afetiva, familiar… Centelha não é uma história politicamente correta no que diz respeito a buscar agradar histéricos, muito pelo contrário. Os personagens não se fazem de vítimas, muito pelo contrário. Centelha é uma história sobre valores, família, amor, amizade.

Obrigada a todos os amigos que apoiam meus projetos ficcionais e acreditam que ainda os conseguirei publicar. E um obrigada ainda maior aos que criticam negativamente. Estes em geral provam que estou no caminho certo ao desagradá-los com a minha narrativa…

Para uma breve sinopse:
http://thaisgualbertog.wordpress.com/arriaga/centelha/

E sigam o álbum que criei para Centelha no Pinterest!

Thaís Gualberto

Economista & Escritora. 25 anos, apaixonada por ficção, música, política e coisas fofas. Aqui vocês terão resenhas e, principalmente, textos ficcionais escritos por esta que vos “fala”.

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0 thoughts on “Nove anos

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  2. Quero ler! Tbm tenho uma história que protelo até hoje escrever, tenho 3 capítulos e depois nada mais flui, mas tenho certeza que não quero parar, quero escrever até vê-lo finalizado! Parabéns!




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