Resenha: A Última Carta de Amor

Como as coisas têm estado bem enroladas ultimamente, não tenho conseguido escrever o tanto que eu gostaria nesse mês de BEDA. Por isso, ressuscitarei algumas resenhas de livros que queridos que postei no meu antigo blog. Para começar, reposto aqui a resenha de “A Última Carta de Amor“, de Jojo Moyes.

wp-1471182958084.jpeg“Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta à casa com o marido, ela tenta, em vão, recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer falta alguma coisa. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalhava. Obcecada com a ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte porque ela mesma está envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar “B”, sem desconfiar que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas do seu próprio relacionamento.” Eis a sinopse oficial da história.

Admito, contudo, que embora eu tenha comprado o livro pela sinopse, o que me levou a ler a sinopse foi a belíssima capa que o livro tinha em sua primeira edição pela editora Intrínseca. Esse efeito de pilha de cartas amarradas na capa, o envelope na contracapa e uma carta antecedendo cada capítulo é uma graça, convenhamos <3

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É ou não uma graça a arte da primeira edição?

Não julgue esse livro pelo título! “A última carta de amor” a princípio pode parecer uma história água com açúcar, bobinha, mas não é nada disso! Ao menos para os que amam bons romances românticos, não é! A história é intrincada, bem e belissimamente construída. Jennifer Stirling e Anthony O’Hare são personagens grandiosos e sua complicada e comovente história de amor é contada de maneira extremamente coerente. Mais que isso, as indas e vindas do casal são tão intensas que é difícil que o leitor cogite corretamente o que irá acontecer. O desenrolar do livro é surpreendente. Ademais, é bastante interessante e acredito que também realista a maneira como a autora expõe a questão do que era ser uma mulher da classe alta na década de 1960.

Ellie Haworth, por outro lado, poderia ser mais… A história dela por ela mesma é pouco empolgante e não me prendeu! Também gostaria que a espirituosa Yvone Moncrieff tivesse maior participação… E, sinceramente, choquei quando ela se comportou como a média das mulheres da época. São os altos e baixos de Jennifer Stirling & Boot, a maneira como Ellie Haworth altera o aparente destino da história de amor principal, o encontro de Ellie e Jessica, as descrições – tanto físicas como psicológicas, contudo, que tornam esta história encantadora e épica. Um livro lindo, rico em sentimentos e muito bem estruturado. Tradução muito bem feita, um enredo emocionante e inspirador e um desfecho LINDO!!  9.5/10!

Thaís Gualberto

Economista & Escritora. 25 anos, apaixonada por ficção, música, política e coisas fofas. Aqui vocês terão resenhas e, principalmente, textos ficcionais escritos por esta que vos “fala”.

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6 thoughts on “Resenha: A Última Carta de Amor

  1. Nossa, acho que vi um filme assim será?
    História legal mas confesso, não é do tipo que gosto rsss
    Mas gostei, achei interessante de fato, da vontade de saber o final de ambas as histórias.
    Muito legal
    Bjs




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  2. Eu li esse livro há muuuuuuuuuuuuuuito tempo atrás, muito antes da Jojo virar essa Jojo que todo mundo conhece. E o meu também é com essa capa maravilhosa, que me fez comprar!
    Não lembro de nada, admito. akjshdaksjhd Só lembro que achei o começo dele bem maçante e que foi melhorando depois. Mas a história mesmo, nem lendo a sinopse! jkashdkajsd




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