Resenha: Beautiful Lies

A resenha de hoje surgiu de um modo um tanto curioso, pois é basicamente um comentário que fiz no Yellow Ever Shine, blog da querida Lari Reis, cujo álbum da semana foi justamente o Beautiful Lies, novo trabalho da jovem Jasmine van der Bogaerde, artisticamente conhecida como Birdy.

Como não tenho o álbum físico, infelizmente não terei como apresentar o encarte, como fiz das outras vezes, mas gosto bastante da capa, que em cores vibrantes contrasta bastante com os tons discretos dos dois primeiros álbuns da cantora. E essa vivacidade nas cores condiz bastante com os novos ritmos explorados pela cantora neste álbum, bem mais intensos que os dos dois primeiros álbuns (Birdy e Fire Within).

Growing Pains: gostei bastante do arranjo se sobressair na canção, o que me parece uma novidade na obra de Birdy, considerados os álbuns anteriores, que tinham uma vibe quase a capella. Adorei, adorei, adorei. E a melodia é um tanto sensual, de maneira sutil, mas inegavelmente sensual. O refrão é sensacional! Primeira faixa e já acho que esse álbum tem tudo para ser meu favorito da cantora haha

Shadow: De cara adorei a introdução no piano, que me lembrou um pouco os primeiros acordes de Everytime, da Britney Spears. Não gostei tanto do arranjo como um todo, mas tem uma bela letra. E, de todo jeito, revela uma Birdy mais madura musicalmente que a dos álbuns anteriores, pois ainda assim é um arranjo mais elaborado que os predominantes nos álbuns anteriores. O que são as castanholas (ou chocalhos) perto do fim? Arrepiei.

Keeping Your Head Up: Primeiro single do álbum e os primeiros acordes me fazem esperar uma música do estilo que Sia gravaria em parceria com David Guetta rs E minha expectativa é confirmada no refrão e as palmas e batidas mais eletrônicas ao fundo. Adoro esse efeito de eco, combina bem com o timbre de Birdy. Muito diferente do que eu esperaria da cantora baseando-me nos álbuns anteriores e estou ADORANDO isso haha

Deep End: Sonoridade mais similar a dis primeiros álbuns da cantora. Uma pontada de dor parece submergir de cada verso entoado. A entrada de bateria e outros instrumentos que marcam o ritmo com mais intensidade, lembrando uma parada militar tornam a música mais interessante e cria a expectativa de explosão perto do final que, infelizmente, não acontece na intensidade que eu esperava hahaha

Wild Horses: Minha querida prévia do álbum e segundo single escolhido. Misteriosa, sensual, poderosa. É assim que percebo WH. Sensacional a explosão do refrão, algo que sempre desejei ouvir nas canções de Birdy, graças a seu timbre privilegiado, mas sentia falta até este álbum. E que letra sensacional, digna de inspirar crônica hehe

Lost It All: Bela introdução no piano. Belíssima letra. Gosto de como na segunda parte Birdy parece cantar com ainda mais sentimento, com uma dor ainda mais pungente. Realmente uma balada excepcional.

Silhouette: Voz e piano no começo, explosão no refrão; sem dúvidas uma de minhas estruturas favoritas de canção. Grandioso momento perto do fim da canção.

Lifted: Esse efeito de eco *-* A melodia me lembra algo que identifico como dos anos 80/90, mas não lembro ao certo o quê, talvez algo de Sting ou Gloria Estefan? Não tenho certeza. Não cabe dúvidas, porém, que Lifted é um dos grandes momentos do álbum.

Take My Heart: Mais uma canção que evoca uma aura de mistério e sutil sensualidade. Um clamor, uma súplica. Excelente canção.

Hear You Calling: Posso gostar de uma música desde as primeiras notas? Claro que sim! E aqui é o caso… Que música deliciosa… E com uma storyline! Adorei o piano mais alegre que o habitual nas canções de Birdy.

Words: Outra vez percebo um piano mais alegre e gosto disso. Bela música, ecos, intensidade… Ai ai *-*

Save Yourself: Me lembrou um pouco o começo de Wings. Os ecos dessa vez conferem uma aura algo desesperada, algo soturna a música, pois soam como ventos uivantes.

Unbroken: Música que soa mais triste no álbum. Bonita, porém sofrida.

Beautiful Lies: A música mais similar ao que eu já conhecia do trabalho de Birdy. É uma bela música e magistralmente entoada, mas não figura entre minhas favoritas.

Beating Heart: Excelente abertura para a seção bonus track da edição deluxe. Melodia envolvente, canção intensa porém tranquila. Gostei muito.

Winter: Para uma música chamada winter, soa bastante ensolarada. Estilo unplugged, soa bem diferente da maioria das faixas de birdy por ser voz e violão, e não sua típica combinação voz e piano. A explosão no final é simplesmente fantástica.

Give Up: Tenho medo sempre que escuto o que parece o estalar de dedos ao fundo de uma música, pois na maioria dos casos a música desenvolve de maneira bastante pobre. Longe de ser o caso aqui. Além do efeito desvanecer rapidamente, a música explode magistralmente no refrão e, uma vez mais, a batida em estilo parada militar soa sensacional.

Start Again: Mais uma canção que se inicia praticamente a capella. Birdy sendo Birdy. E isso não é ruim hehe

Favoritas: Growing Pains, Wild Horses, Lifted, Hear You Calling, Give Up.

Enche linguiça: Não chega a ser enche linguiça, mas considero a faixa título, “Beautiful Lies”, bem mais fraca que as demais do álbum.

Beautiful Lies, em suma, é um excelente álbum e uma grata surpresa para quem, embora já gostasse de uma ou outra música da Birdy, considera os trabalhos da cantora um tanto quanto monótonos. Birdy ficou mais pop sem se tornar banal, sem copiar modinhas e mantendo a originalidade e a potência vocal que já a caracterizavam, o que é ótimo. Até agora, sobretudo pela surpresa que me proporcionou, meu álbum favorito de 2016. Bem feliz por ter escutado, analisado e me surpreendido com esse álbum. Nota 10/10 e mais tarde edito o post para colocar um link para o álbum haha!

Economista & Escritora. 25 anos, apaixonada por ficção, música, política e coisas fofas. Aqui vocês terão resenhas e, principalmente, textos ficcionais escritos por esta que vos “fala”.

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