Resenha: The Breaker

Em 24 de fevereiro de 2017 (meu aniversário) o quarteto americano Little Big Town lançou o seu oitavo trabalho de estúdio, The Breaker, que marca o retorno da banda ao country após uma aventura produzida por Pharrell Williams e lançada como o EP Wanderlust em 2016. Como primeiro álbum em que me viciei em 2017, não poderia deixar de comentá-lo aqui. Para quem quiser ouvir o álbum na íntegra enquanto lê a resenha, basta clicar.

Happy People: Um início tranquilamente alegre e cativante em sua delicadeza. Impossível não apreciar a maneira como as vozes harmonizam no refrão. No começo de fevereiro, a música começou a ser divulgada como promocional e acredito que ainda será lançada como single oficial. Em termos de ritmo lembra um pouco “Pain Killer“, último single do álbum homônimo de 2014 do quarteto.

Night on Our Side: Com uma atmosfera “na estrada rumo à Califórnia” e ritmo enérgico, NOOS contagia desde as primeiras notas. Sua melodia lembra ligeiramente a música “Slummin’ on Paradise“, da cantora Mandy Moore, mas é bem mais empolgante, viciante e com um arranjo mais elaborado. Minha favorita para se tornar o próximo single da banda.

Lost in California: E não é que estavam indo em direção à California? Sucessão perfeita de faixas, sem dúvidas. Eis a faixa mais sensual do álbum tanto em letra (“Whisper in my ear, dreamin’ disappear, say you’ll take me”) como em melodia. Embora tranquila, prende a atenção dos ouvidos com o excelente arranjo com ares praianos e hipnóticos e com a harmonização de vozes no refrão, com destaque para os vocais principais de Karen Fairchild. Atenção para o misterioso arranjo que vai crescendo ao final da música, incialmente em meio a sussurros e, por fim, agudo e solo.

Free: Uma música sobre como os maiores prazeres da vida são coisas simples e gratuitas. Uma canção positiva, mais uma faixa com arranjo ligeiramente praiano (bem mais sutil que os das faixas anteriores). Agradável aos ouvidos, embora não seja um ponto mediano no álbum.

Drivin’ Around: Nesse ponto do álbum já não há dúvida quanto ao clima na estrada, férias, praia, diversão. Drivin’ Around não é um destaque do álbum, mas tem um pouquinho mais de rock que as faixas que a antecedem, sendo bastante animada e livre.

We Went to the Beach: Dirigiram por aí e acabaram de fato chegando à praia, enfim! Primeira faixa em que predominam vocais masculinos. Melodia delicada ao longo da maior parte da música, ficando mais forte conforme aproxima-se do clímax e do fim. Uma música fofinha, sobre memórias e amores vividos na praia.

Better Man: Primeiro single do álbum, foi lançado ainda em 2016 e é uma composição de Taylor Swift, que quis presentear a banda com a canção por acreditar que esta exigia o tipo de harmonização vocal que o Little Big Town é especialista em fazer. Muitos dizem que Taylor teria escrito a música pensando em Calvin Harris, com quem namorou por pouco mais de um ano e terminou de maneira abrupta. Clipe com belos campos, cavalos e vestidos; letra grudenta; vocais incríveis de Karen Fairchild; melodia linda. Sem dúvidas uma acertada escolha para iniciar a nova era da banda. “Sometimes, in the middle of the night, I can feel you again, but I just miss you, and I just wish you were a better man…”

Rollin’: Faixa mais rock do álbum, conta com vocal predominantemente masculino e contagia com sua energia e vibe de diversão ilimitada. Sua melodia, em alguns momentos, lembra-me de “Proud Mary“, de Tina Turner.

Don’t Die Young, Don’t Get Old: Música morna. Lembra-me de alguma coisa pop que escutei há algum tempo, mas não consigo lembrar o quê. Embora seja coerente com a atmosfera carpe diem que predomina no álbum, soa-me mais com um mero filler.

Beat Up Bible: Mais uma música sobre memórias que nos são caras, sobre o lar e sobre a fé na palavra Dele. Aliás, esse toque gospel é bastante comum na música country, o que acho bastante interessante.

When Someone Stops Loving You: Eis mais uma música que anseio ver como single e na qual acredito no pontencial como single, embora a banda normalmente não lance como singles canções em que predominam vocais masculinos. Uma bela e melancólica canção de amor não mais correspondido.

The Breaker: Faixa título do álbum, “The Breaker” encerra o trabalho com bastante dignidade e em uma progressão natural após WSSLY, tanto em termos melódicos como líricos, encerrando melancolicamente o álbum que começou tão alegre e divertido. Não sei se os vocais principais aqui são do Jimi Westbrook ou do Phillip Sweet, mas o timbre é bastante parecido com o do Charles Kelley, vocalista do trio Lady Antebellum.

The Breaker é um trabalho bastante coeso e com grandes músicas, tanto enérgicas como melancólicas, porém carece de faixas com a força de canções presentes em álbuns anteriores, como a excelente “Tornado“, do álbum homônimo. Ainda assim, o álbum conquistou meu coração com sua atmosfera predominantemente tranquila e belas canções, merecendo, até aqui, o título de meu lançamento favorito de 2017. É um 9/10, pois poderia ser mais longo haha

Favoritas: Night on Our Side, Lost in California, Better Man, When Someone Stops Loving You.

Enche lingüiça: We Went to the Beach; Don’t Die Young, Don’t Get Old

Thaís Gualberto

Economista & Escritora. 25 anos, apaixonada por ficção, música, política e coisas fofas. Aqui vocês terão resenhas e, principalmente, textos ficcionais escritos por esta que vos “fala”.

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2 thoughts on “Resenha: The Breaker

  1. Estava preparada para dizer que essa banda não faz muito meu estilo logo que li “country”, mas aí fui dar uma chance à “Happy People” e que batida viciante! Achei a música muito gostosinha. E gostei também de “Better Man”, mas né… Composição da Taylor nunca daria errado, hehe. Aliás, essa foi a minha favorita das três músicas que você trouxe para cá! 🙂

    Beijo, Thaís!




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