Resenha: Maçãs Envenenadas

Maçãs Envenenadas

O que poderiam ter em comum uma garota tímida filha de escritores de Nova York, uma garota popular de família indiana e uma nerd bolsista a ponto de se unirem em um grupo com um objetivo bastante definido? Duvido que você adivinhe! Ou você conseguiria pensar na hipótese de todas elas serem enteadas de terríveis e perversas madrastas?  Essa é a ideia central de Maçãs Envenenadas, o romance de estreia da americana Lily Archer.

Editora: Galera Record
Número de páginas: 319
Onde encontrar: Lojas Americanas (paguei R$ 9,90 na época)

Lily Archer começa a história apresentando individualmente às nossas jovens heroínas, ainda bem antes de elas se conhecerem. Essa estrutura me agrada bastante, pois deixa-nos presos e ansiosos por chegar ao momento em que as três garotas enfim se conhecerão.

A primeira delas é Alice Bingley-Beckerman, cuja mãe falecera de câncer anos antes e desde então morava sozinha com o pai, um famosíssimo escritor best-seller do The New York Times. Sua realidade muda completamente quando seu pai apaixona-se pela atriz R. Klausenhook e esta o convence de que será ótimo que ele mande a filha para um internato na zona rural do estado de Massachussets.

Reena Paruchuri vive feliz na Califórnia até seu pai, o cirurgião cardíaco Rashul Paruchuri anunciar o divórcio. E qual seria o motivo do divórcio de sua esposa de muitos anos? Uma (muito) jovem professora de ioga obcecada pela cultura indiana (e por pinguins!), Shanti Shruti. A fim de poupar o casal de filhos de presencial o embate entre os pais, Rashul manda Reena e Pradeep para o internato Putnam Mount McKinsey.

Molly Miller, por outro lado, é uma garota extremamente inteligente, que não vai a nenhum lugar sem seu dicionário Oxford de inglês, e sente-se completamente deslocada estudando em um colégio público no qual seus colegas não ligam a mínima para estudar. Quando seu pai, Herb Miller, dono do restaurante, separa-se de sua mãe para ir morar com Candy Lamb, garçonete, Molly toma coragem e tenta e consegue uma bolsa de estudos para a Putnam Mountain McKinsey.

Daí em diante, muitos encontros, desencontros, inimizades, algum estranhamento inicial, tristeza por estar longe de casa, ódio por estar um colégio no fim do mundo. Ainda assim, as meninas não demoram a descobrir o pequeno detalhe que fazem com que se identifiquem umas com as outras. E eis que surge o “Maçãs Envenenadas”, grupo que pretende fazer estratagemas para expulsar as madrastas más em definitivo de suas vidas.

Obviamente eu sabia que a leitura desse livro seria pura “diversão”, mas era exatamente o que eu estava procurando comecei a lê-lo. E não me decepcionei. A escrita de Archer é fluida, divertida, com descrições ricas e personagens adolescentes bem construídas (o que é uma raridade) e pelas quais é impossível não sentir empatia. É um livro bem-humorado e, ainda que seja mais um livro voltado para dramas da adolescência, é bastante bem elaborado.

Por outro lado, o desfecho do livro decepcionou-me, visto que me pareceu muito abrupto. Não, não foi um final ruim, pois foi coerente e, como todo o livro, bem-humorado. Mas foi um final quase como se a autora tivesse um máximo de páginas que poderia escrever ou que estivesse no limite para entregar a versão preliminar à editora. É nítida a pressa com que a história é narrada em suas últimas páginas e isso é algo que incomoda.

Mesmo assim, considero que Maçãs Envenenadas seja uma excelente pedida para todos que amamos um bom chick-lit e/ou somos fãs de Meg Cabot (O Diário da Princesa). Virei compulsivamente as páginas e dei muitas gargalhadas ao longo de toda a história, sobretudo com o pinguim de Shanti Shruti e com o aparvalhamento da pobre Molly. Seria um 10/10 na proposta em que apresenta, mas o final corrido me obriga a classificá-lo como um 9/10.

Economista & Escritora. 25 anos, apaixonada por ficção, música, política e coisas fofas. Aqui vocês terão resenhas e, principalmente, textos ficcionais escritos por esta que vos “fala”.

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3 thoughts on “Resenha: Maçãs Envenenadas

  1. Indicado para quem curte chick-lit ou Meg Cabot? Resumindo, PRECISO LER, hehe. 😀 Gostei muito da história e gargalhei quando li que elas criaram um clube para expulsar as madrastas más hahahaha! Foi totalmente diferente do que eu esperava do livro, haha. Agora preciso ler! 🙂




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  2. Minhas leituras atuais tem passado por universos tão distintos desse que eu não poderia dizer que pretendo ler. De qualquer forma, gosto de saber de opções divertidas e leves e, ainda, com um enredo interessante. Assim sendo, se algum dia me deparar com Maçãs Envenenadas enquanto precise de uma leitura diferente, aproveito a oportunidade!




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