Resenha: O Irresistível Café de Cupcakes

O Irresistível Café de Cupcakes
Ellen Branford é uma advogada de sucesso e está a três meses de se casar com Hayden Croft, colega de escritório que faz parte de uma família de proeminentes políticos e de quem a maioria das mulheres adoraria ser esposa.

Acostumada à vida agitadíssima de New York, Ellen parte para a pequena Beacon, no Maine, para cumprir o último desejo de sua avó: entregar uma carta a um tal Chet Cummings, de quem fora namorada há muitas décadas. Habituada a sempre resolver seus problemas com agilidade, acreditava que em apenas um dia conseguiria cumprir a pendência, contudo, um acidente mudou seus planos. Ellen cai de um píer velho, quase se afoga no mar, perde a câmera fotográfica com que o noivo a presenteou e é resgatada por Roy, um carpinteiro local. Assim começa “O Irresistível Café de Cupcakes“, romance de estreia da americana Mary Simses.

 “Ouvi alguém gritar, mas já era tarde. As tábuas de madeira do píer cederam debaixo dos meus pés e não resistiram. Pranchas trincaram, ripas podres se romperam, e eu afundei três metros nas águas geladas do mar do Maine”.

O Irresistível Café de CupcakesEditora: Paralela
Páginas: 283
Onde encontrar: Saraiva

Quando comprei esse livro, fui atraída imediata pelo ponto da sinopse que mencionava a carta deixada pela avó falecida da protagonista, afinal amo dramas e mistérios de famílias, algo recorrente nos romances que eu mesma escrevo. Até porque, nada como histórias de família tendem a ser as que mais nos permitem analisar a mente humana e apreciar boas tretas (sou totalmente adpeta do tretismo).  O livro, felizmente, revelou-se bem mais que isso! Seus personagens eram bem construídos e espirituosos, algo que de imediato me prendeu na leitura. Ademais, logo nas primeiras páginas descobrimos que Ellen certamente terá de passar um tempo bem maior em Beacon que o esperado a fim de cumprir o último desejo de sua avó.

Além disso, Ellen, a protagonista da trama, pouco a pouco descobre um lado de sua pessoa que por ela mesma era, até então, desconhecido e quanto mais tempo passa em Beacon, mais esse seu lado cresce e entra em conflito com quem ela sempre foi.  A propósito, é incrível a influência das descobertas sobre a avó em Ellen. E isso também é um dos pontos mais bonitos da trama, pois ilustra bem o quanto Ellen ama a família. Também é impossível não se apaixonar por Roy, um típico macho alfa dotado de um humor ácido, de um caráter firme e de uma personalidade extremamente cativante.  Roy, casa comigo! 💖

Confesso, por outro lado, que Hayden Croft me irrita com seus ciúmes e constantes manifestações da necessidade de escancarar toda a sua a vida para a imprensa a fim de tornar-se queridinho desta e beneficiar-se politicamente disso, ainda que custe a paz daqueles ao seu redor. Obviamente, amo a sequência em que Hayden torce o tornozelo em uma armadilha para lagostas e acaba sendo atentido por um veterinário. Cynthia Branford, mãe de Ellen, surpreende a todos ao vencer um campeonato de dardos, proporcionando boas risadas.

Espero que você jogue dardos melhor do que nada. – Roy Cummings

Gostei muito também de como a autora explora os ambientes em que o enredo se desenrola. O hotel Victory Inn, que parece mais uma pousada e conta com uma confusa numeração dos quartos. O bar e restaurante Antler, com seus deliciosos vôngoles e bolo de carne e eletrizantes competições de dardos. A velha Kenlyn Farm, fazenda de blueberries que foi uma parte tão importante das vidas de Ruth e Chet Cummings. Ou mesmo o café cuja especialidade eram incríveis donuts de cidra. Todos esses lugares têm vida própria na história e contribuem enormemente para os sentimentos e desenvolvimento dos personagens.

Sei que você é inteligente e divertids. E sei que você ama muito a sua família. É óbvio pelo jeito que você fala da sua avó e pelo fato de ter vindo até aqui por ela. Também sei que você é fiel e confiável, que nunca vai querer decepcionar quem confia na sua palavra. E você é uma artista como a sua avó. Mesmo que a fotografia seja um hobby neste momento, você precisa continuar porque você é muito boa nisso. – Roy Cummings

Gostaria de falar mais sobre o livro, mas, para isso, teria de dar spoilers… Imagino que não seja difícil para ninguém deduzir para onde esse romance super fofo vai rumar. Embora previsível em seu desfecho, “O Irresistível Café de Cupcakes” ainda assim consegue ser um livro surpreendente. E surpreende porque seus personagens despertam-nos empatia, cativam. Mesmo Hayden revela-se um homem de uma enorme grandeza ao final da história. E é maravilhoso quando personagens demonstram tanto defeitos como virtudes, pois é isso que os torna palpáveis ao leitor. Para os que amam histórias fofas e leves, porém bem contadas, o livro é recomendadíssimo! Certamente daria um excelente filme comédia-romântica! Mais um 10/10 para a lista de lidos em 2017.

PS: Espero que não demorem a lançar no Brasil o livro mais recente da autora. A resenha de “The Rules of Love and Grammar” soa incrível!

Economista & Escritora. 25 anos, apaixonada por ficção, música, política e coisas fofas. Aqui vocês terão resenhas e, principalmente, textos ficcionais escritos por esta que vos “fala”.

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2 thoughts on “Resenha: O Irresistível Café de Cupcakes

  1. Que delícia de resenha, Thais! Agora eu estou mais curiosa ainda para ler “O Irresistível Café de Cupcakes”! E olha, tem cara de ser uma leitura melhor do que a “Uma Pitada de Amor”, que infelizmente, não achei lá essas coisas. 🙁
    Estou louca para conhecer um pouquinho mais do Roy, hehehe. E ver o desenvolvimento do relacionamento dele com a Ellen 😀

    Beijo!




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    • Thais Gualberto Thais Gualberto says:

      Eu quero casar com o Roy, sem brincadeiras! Que humor ácido fantástico! <3 haha Lamento por Uma Pitada de Amor, mas espero que leia "O Irresistível Café de Cupcakes" e goste 🙂
      Beijos!!




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