Story of My Life

Story of My Life

Tudo começa algo por acaso…

Alguma música bastante coreografada de Chiquititas dos anos 90, como “Tudo Tudo” ou “Um Cantinho de Luz“, mas principalmente o clássico “Amigas Para Sempre“, que marcou tantas e boas amizades mesmo anos depois de passarmos pela infância. Ou então alguma música aleatória em outra língua que você aprende amar por ouvir seus pais escutando, caso de “Torn“, de Natalie Imbruglia, “All By Myself“, na voz de Celine Dion, ou “Hearbreaker“, de Mariah Carey, entre muitas outras. Pode até ser soundtrack de anime, como “Moonlight Densetsu“, de Sailor Moon, ou Butterfly, de Digimon. E você cantará todas elas como se não houvesse amanhã mesmo sem entender uma só palavra de japonês ou de inglês. Você pensa que sabe cantá-las e as canta a plenos pulmões. E isso marca uma existência.

Então você cresce um pouco, chega à adolescência e começa a descobrir os próprios gostos musicais. Muito de músicas recentes, mas também muito do que cresceu ouvindo. E começa ainda a entender melhor músicas em outras línguas conforme você as estuda e vai enfim, mais que apreciando sonoridades, identificando-se com as mensagens transmitidas. “Complicated“, de Avril Lavigne, foi a primeira música em inglês cuja letra aprendi e compreendi; “Don’t Speak“, de No Doubt, foi a primeira música que me fez chorar.  Com “Incancellabile“, de Laura Pausini, aprende a pronúncia do italiano e mesmo o básico da língua. “A quien le importa“, da Thalía, parecia sob medida para uma garota com quem implicavam por ser a melhor aluna e gostar de novela mexicana mas ligava o dane-se para tudo isso e sempre respondia à altura. La gente me señala, me apuntan con el dedo, susurran a mis espaldas y a mi me importa un bledo. Qué más me dá?, si soy distinta a ellos… Para os desafetos, “You Will See“, de Melanie C.

Story of My LifeComeça a escrever e a música torna-se inspiração. “In Assenza di Te” descreve à perfeição a relação de Eduardo e Victoria em “Centelha”. “Born to Try“, da Delta Goodrem, é a vida universitária de Cristina-Marie Brasseur e “Enchanted“, de Taylor Swift, o momento em que se apaixonou por Felipe. “You’ll Never Find Another Love Like Mine” é a tensão sempre presente entre María Elena e seu ex-marido, Luis Antonio; “Seamisai” e “Woman” inspiram a angústia de Cecilia Landeros diante o desprezo que seu marido lhe demonstra. A clássica “Autumn Leaves” cria a atmosfera adequada ao trechos em que Alice e Amalia revivem o passado.

The Last Night on Earth“, de Delta Goodrem, que me inspirou todo um enredo para Laura Molinar. “Boys ‘Round Here“, de Blake Shelton, que é a melhor trilha sonora possível para as noites no bar de seu Díaz, assim como “Keeping the Love Alive“, do Air Supply é indispensável para descrever os quase 50 anos de matrimônio e amor de Alma e Emiliano Lizárraga. “You Needed Me“, de Anne Murray é o amor construído e salvador de Teresa Villarreal por seu marido, enquanto “My Heart Can’t Tell You No“, na versão de Sara Evans descrever a tormenta de Octavio por não ter-se casado com a mulher que realmente amava. Mas nenhuma outra personagem que criei tem uma trilha sonora própria tão extensa como Ilana Lizárraga. “Te Puedo Escuchar”,Yesterday“, “Jeito de Mato“, “Could It Be Any Harder“, “Not Ready to Make It Nice“, “Slow Me Down”, “Wish You Were Here“, “Rainbow“, “Ahora Tú”, “The Woman in Me“, “Alone“, “Aleph“, “Troppo Tempo“, “Uncovered“, “Dear Life“, “Lato Destro del Cuore“. Isso apenas para citar as que melhor narram a trajetória dessa personagem tão veemente que nem existiria não fossem as muitas músicas que me ajudaram a construí-la. E minhas crônicas… Bem, todas recebem como título o nome de alguma música…

Mas também músicas que identificamos com histórias por outros escritas marcam. Como amar o livro “E O Vento Levou” e não se emocionar ao ouvir “Tara’s Theme“? E quando visualizamos músicas aparentemente sem relação com uma história como trilha sonora perfeita para certos momentos destas? Sempre que Scarlett O’Hara bradava seu amor proibido por Ashley Wilkes, ecoava em meu pensamento a versão do elenco de Glee para “Hoplessly Devoted to You“, bem como o desfecho da grandiosa obra de Margaret Mitchell me fez ouvir “Careless Whisper”, minha música favorita, no modo repeat, tão bem encaixava-se no contexto. E quando identificamos momentos políticos com músicas? “Eye of the Tiger” para a votação do PLN 36 em dezembro de 2014; “The Final Countdown” para a votação do impeachment na Câmara dos Deputados; “Bolero” de Ravel para a votação no Senado; “Wind of Change” para a concretização do impeachment.

E as sensações pessoais? The day I first met you, you told me you’d never fall in love. Now that I get you, I know fear is what it really was. Now here we are, so close, yet so far, haven’t I passed the test?  When will you realize, baby, I’m not like the rest? Sentir os olhos transbordarem ao escutar “Give Your Heart a Break“, da Demi Lovato, e identificar completamente a letra com aquele amor não correspondido que você vislumbrava a possbilidade de correspondência, quando você achava que era aquela que poderia fazê-lo perder o medo de amar. Eis que ele começa a namorar outra e sua trilha sonora passa a ser “Ser o Parecer” do RBD.., Pero tu en mis sueños siempre has de estar como una luz que me ilumina y al despertar quiero volverlo a intentar, yo. Em algum momento, então, você enfim se dá conta de que te faltou iniciativa, que te faltou demonstrar interesse e “Breaking Your Own Heart“, de Kelly Clarkson, descreve perfeitamente como você se auto-sabota diante a possibilidade de viver um amor. You’re breaking your own heart taking it too far down the lonely road. You say it’s just one love, but when it’s close enough you just let it go. The very thing you’ve been the most afraid of, you’ve been doing it from the start… Breaking your own heart…

O grande sonho, contudo, reside em músicas como “From this Moment On“, da Shania Twain, a qual adoraria dedicar ao especial e único que vier a ser meu companheiro de vida. You’re the reason I believe in love. Que esse especial e único vislumbre em mim o que é descrito em “Have You Ever Really Loved a Woman, do Bryan Adams. And when you see your unborn children in her eyes, you’ll know you really love a woman. E que concordemos um dia com os primeiros versos do refrão de “Open Arms“, do Journey.  So now I come to you with open arms… 

Não dá para contar a minha história sem as muitas músicas que se fizeram presentes até aqui e certamente ainda se somarão a estas ao longo dos anos por vir. Essa é a extensa, porém indispensável trilha sonora da minha vida. Para quem se interessa por ouvir ao menos um pouco disso tudo que mencionei, playlist no spotify à direita e links para ouvir as músicas no youtube clicando em cada uma delas.

Economista & Escritora. 25 anos, apaixonada por ficção, música, política e coisas fofas. Aqui vocês terão resenhas e, principalmente, textos ficcionais escritos por esta que vos “fala”.

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One thought on “Story of My Life

  1. Gente Chiquititas marcou a transição da minha infancia com adolescencia. Born to try foi do vestibular e Complicatad uma fase boa da adolescencia!
    Incrivel como que nossa vida é marcada por musicas, dá até um musical rsrs
    Bjs flooor, adorei sua trilha sonora, mesmo não conhecendo todas as musicas




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