Resenha: O bebê de Bridget Jones

Bridget Jones's Baby

Era outubro de 2016 quando, acompanhada por uma de minhas melhores amigas, assisti o terceiro filme da saga da queridíssima Bridget Jones, personagem criada pela jornalista britânica Helen Fielding. Ao menos para mim, “O Bebê de Bridget Jones” foi, de longe, o mais hilário, divertido e surpreendente filme da série (apesar da ausência do mulherengo e irrecuperável Daniel Cleaver, interpretado por Hugh Grant nos dois primeiros filmes da franquia).

Quando assisti ao filme, não fazia ideia da existência do livro equivalente, afinal, o terceiro livro da saga, “Louca pelo Garoto” (que eu ainda não li), trazia uma Bridget mãe de um casal e viúva de Mark Darcy, o que, convenhamos, passa longe, muito longe, do enredo do terceiro filme. Eis que, algumas poucas semanas após ver o filme, deparei-me com o livro “Bridget Jones’s Baby”. E este, embora fosse o quarto livro da série, era o terceiro na linha do tempo da narrativa, ou seja, antecedia “Louca pelo Garoto”.

Tanto no filme como no livro, à beira dos 40 anos e ainda solteira alguns anos após ter terminado o noivado com Mark Darcy (Colin Firth nos filmes), Bridget descobre-se grávida após duas noites de sexo casual, tendo sido uma delas com Mark Darcy durante um batizado no qual foram padrinhos. Enquanto no filme a outra noite “romântica” Bridget dá-se junto de Jack Qwant (Patrick Dempsey), com quem passa uma noite em meio a um festival de música, no livro temos Bridget com Daniel Clever após ambos se encontrarem por acaso em um lançamento. A gravidez deixa Bridget completamente atônita: ela jurava ter-se protegido (mas eram camisinhas biodegradáveis) e, pior que isso, ela não faz ideia de qual deles seria o pai da criança.

Isso é justamente isso que provoca os momentos mais hilários da história, como o instante em que ambos descobrem que Bridget não sabe quem é o pai, as consultas com a obstetra, as aulas de parto e a sequência em que Bridget entra em trabalho de parto (BEST SCENE EVER!!). Infelizmente, muito do que torna o filme excelente não consta no livro. Não há o festival de música, não há Jack Qwant, não há a colega de trabalho divertidíssima de Bridget, não há a cantina italiana, não há tantos contratempos na sequência do parto e tampouco há dois homens desejosos de assumirem tanto a paternidade da criança como uma união com Bridget (digamos que com Daniel Cleaver presente, seria presumível). Assim, o livro, infelizmente, não é tão bom… Pouquíssimos são os momentos do livro que conseguem superar o filme (talvez, nenhum).

De maneira nenhuma o livro é ruim, embora fique aquém também dos dois primeiros volumes da série. A propósito, eu certamente teria apreciado bem mais o livro caso não tivesse assistido ao filme primeiro, o qual me gerou a expectativa de que o livro fosse ainda melhor, como geralmente verificamos nos casos de livros transformados em filmes. Ainda assim, é super divertido acompanhar Bridget pensando estar em menopausa precoce, sem poder ingerir álcool, não conseguindo manter uma dieta equilibrada e ponderando sobre quem seria um melhor pai para o seu bebê. Cabe ressaltar que, tanto no livro como no filme, Mark Darcy é absolutamente adorável (sim, eu o amo), diferentemente de Daniel Cleaver, que é simplesmente detestável e não me faz ter dúvidas de por quem torcer, diferentemente do que senti no filme, visto que Jack Qwant, assim como Darcy, é um fofo. Além disso, é lindo conhecer a Bridget mamãe, embora ela passe a maior parte da narrativa sem o bebê em seus braços.

De todo jeito, fica a expectativa quanto a um próximo filme e/ou livro para a série. Haverá um filme de “Louca pelo Garoto” ou fariam algo anterior a este, lançando também um livro equivalente, como aconteceu recentemente? O certo é que Bridget continuará a cativar-nos com suas loucuras e tormentos e Mark Darcy seguirá um dos melhores personagens masculinos de todos os tempos. ❤💕

Economista & Escritora. 25 anos, apaixonada por ficção, música, política e coisas fofas. Aqui vocês terão resenhas e, principalmente, textos ficcionais escritos por esta que vos “fala”.

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4 thoughts on “Resenha: O bebê de Bridget Jones

  1. Eu fui uma adolescente apaixonada por Bridget Jones, li os dois livros, vi o os filmes infinitas vezes. Acho que é um dos poucos que gosto mais do filme, talvez pela escolha da atriz, rendiam altas risadas. Não assisti a esse, acho que vou procurar pra ver, deu aquela nostalgia boa <3
    Bjs floooor




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  2. Menina, eu descobri que o filme tá na Telecine Play, então já estou com ele anotadinho para assistir logo! Eu comecei a ler Louca Pelo Garoto (acho que te falei isso), mas não consegui terminar, achei meio triste não ter Mark Darcy! Uma pena saber que o livro não é tão bom quanto o filme (sem contar que isso é um milagre, né!).

    Beijo!




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