The Right Man / Open Arms

Dezessete horas em ponto quando o mais superior dos botões em madrepérola foi fechado. Calçados os peep toes de alto salto e meia-pata, voltou-se para o espelho. Emocionada, sorriu. Contente, nervosa, plena, apreensiva. Chegara o grande dia, aproximavam-se os grandes momentos. A condução, o sim, a primeira dança, a primeira vez. Continue Lendo…

Oh Mother

Com sua mãe ela jamais pôde contar. Rosa era fria. Rosa era fútil. Rosa era egoísta. Rosa era insuportável. Rosa era uma vadia. Cobiçara o marido da irmã. Aproveitara-se da ausência da irmã. Provocara o cunhado à exaustão. Mediante vis artimanhas, enredara o cunhado, entregara-se ao cunhado. Então concebeu a filha única. Continue Lendo…

Heaven Came Down

*playlist da crônica ao fim do texto Haveria mais verdadeiro ditado que aquele que enuncia que ninguém sabe o que tem até que o perde? Isadora não se considerava capaz de amar, não se considerava capaz de sentir. Isadora, porém, descobriu Bernardo. E Bernardo a descobriu; amaram-se. Um namoro sólido, desde o primeiro Continue Lendo…

Con calma si vedrà

*Trilha sonora ao fim do texto. Recomendável lê-lo escutando-a. Fugia do calor, fugia do barulho. Fugia do tumulto, do colorido desesperado e ofuscante, do álcool que embriagava a alegria das multidões. Fugia da frustração, mas talvez estivesse fugindo também de si mesma. Nunca apreciara o Carnaval, mas naquele ano, em Continue Lendo…

This Time

*trilha sonora para o post ao final deste. Dias de desilusão, dias de preocupação. Expectativas em alta, frustrações recorrentes. Onde estaria o amor? A quanto estaria distante daqueles objetivos que sempre preencheram sua vida? Como alcançar metas e realizar sonhos quando apenas um nevoeiro de incertezas era o que via Continue Lendo…